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02/06/2018 08:06:00

Fiergs estima que perdas na indústria do RS chegam a R$ 2,9 bilhões com a greve dos caminhoneiros

Fiergs estima que perdas na indústria do RS chegam a R$ 2,9 bilhões com a greve dos caminhoneiros

A paralisação dos caminhoneiros no Rio Grande do Sul, que durou 11 dias, causou uma perda de R$ 2,9 bilhões ao estado, segundo a Federação das Indústrias do RS (Fiergs). Muitas empresas ficaram dias fechadas e ainda não voltaram a funcionar.

A indústria pediu nesta sexta-feira (1°) ao governo um prazo de 60 dias para recolher o Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) deste mês.

"As empresas não estão faturando, e se elas não estão faturando, não podem descontar seus títulos e não têm dinheiro no caixa para fazer frente aos seus compromissos", afirma o presidente da Fiergs, Gilberto Porcello Petry.

Os técnicos da Secretaria da Fazenda calcularam em R$ 150 milhões as perdas na arrecadação de impostos pelos dias em que os caminhoneiros ficaram parados. De acordo com o subsecretário da Receita Estadual, Mario Luis Wunderlich dos Santos, isso aumenta ainda mais as dificuldades do estado em pagar os salários dos servidores.

"Eles farão falta para quitar a folha de salários porque o estado está em uma crise gravíssima e, ao longo do período, vamos ter dificuldades de honrar os salários dos servidores que se encontram atrasados", afirma.

O professor de economia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) Fernando Ferrari Filho calculou em R$ 11 bilhões as perdas para a economia gaúcha nos 11 dias de paralisação dos caminhoneiros. Ele prevê alta na inflação.

"Provavelmente, a inflação de maio deve ter tido elevação além da esperada, e essa elevação de certa forma, é um dos custos decorrentes do processo de paralisação", explica.

Os prejuízos no setor metal mecânico da Serra gaúcha ainda não foram calculados, mas para reduzir o impacto, 12 mil trabalhadores das três maiores empresas da região seguem parados. Eles só devem retornar ao trabalho na segunda-feira (4).

Na Região Noroeste, três indústrias metalúrgicas de Santa Rosa também estão fechadas. Cerca de 700 funcionários estão sem trabalhar porque não têm matéria prima para seguir a produção.

No varejo, uma pesquisa da Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Alegre mostra que as vendas caíram 26% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do estado (Fundesa), a perda de receita no segmento de suínos é estimada em R$ 154 milhões. No setor de aves, o prejuízo é ainda maior: R$ 220 milhões. Isso sem contar o impacto financeiro com a morte de animais. Segundo a Associação Gaúcha de Avicultura, mais de 2,3 milhões aves morreram de fome.

Nesta sexta-feira (1°), um frigorífico de suínos em Santa Rosa estava com a produção acelerada. Muitos locais reorganizam escalas e aumentam os horários de trabalho.

"Não temos mais espaço para suínos, não temos mais espaço pra ração, não temos o que fazer. Se não houver a retomada, não tem como abrir espaço para trabalhar", explica Jucelino Gonçalves, diretor de um frigorífico.

Por seis dias, nenhum caminhão saiu do local, o que deixou os estoques lotados. A capacidade de armazenamento é 300 toneladas e, nesta sexta-feira, havia 600 toneladas de carne pronta para ser vendida.

Órgãos ligados ao setor de proteína animal estimam em até 90 dias, o prazo de retomada total de atividades em toda a cadeia do frango e de suínos.

O período de greve dos caminhoneiros trouxe uma preocupação a mais para o produtor de leite gaúcho que começava a se recuperar de uma crise. Com os dias de paralisação, 38,5 mil produtores tiveram algum tipo de prejuízo em todo o Estado, segundo a Emater. A expectativa é de que a produção leve, pelo menos, 15 dias para ser normalizada.

Uma cooperativa de laticínios em Teutônia, no Vale do Taquari, teve que descartar 43 mil litros de leite que estragaram dentro de caminhões retidos em manifestações. Além disso, em 30 propriedades rurais, a coleta do leite, que costuma ser diária, nem foi feita.

"Por dia, em torno de 10 mil litros de leite deixaram de ser recolhidos. Nós não teríamos mais embalagens e outros insumos usados no tratamento do leite já a partir de hoje se a greve não tivesse terminado", afirma o presidente da cooperativa, Dirceu Bayer.

Adaias Elicker Hann é produtor de leite em Ibirubá, na Região Noroeste. Sem ter o produto recolhido, ele foi até um ponto onde caminhoneiros estavam parados e jogou leite na estrada.

"A primeira entrega agora que a gente fez diminuiu em 700 litros a entrega. Então, isso é quase R$ 1,5 mil", explica o produtor.

As perdas de produtores e indústria podem impactar o consumidor. "Talvez o reflexo desse reposicionamento de preço a gente vá ter daqui 10, 15 dias, porque um pouco de estoque as empresas, os supermercados tinham de produtos. Leite em pó, leite UHT, normalmente, o supermercado tem de estoque, agora os demais derivados não", afirma o secretário executivo da Sindilat, Darlan Palharini.

(Foto: Reprodução/RBS TV)

G1



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