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29/11/2018 16:10:22

Prefeitura de Porto Alegre e Bombeiros afirmam que pensão que pegou fogo funcionava sem alvará

Prefeitura de Porto Alegre e Bombeiros afirmam que pensão que pegou fogo funcionava sem alvará

A pensão que pegou fogo na madrugada desta quinta-feira (29) em Porto Alegre, deixando quatro pessoas mortas, funcionava sem os alvarás exigidos pela prefeitura de Porto Alegre, para esta atividade. O Corpo de Bombeiros afirma que o local também não tinha o alvará que é concedido após a apresentação do Plano de Proteção Contra Incêndios (PPCI).

De acordo com a administração municipal, o estabelecimento, que fica na esquina das ruas Garibaldi e Voluntários da Pátria, perto da rodoviária da capital, possuía alvarás ativos emitidos nos anos de 2011 e 2012 nas atividades de comércio de papéis, papelão, embalagens, plásticos e também para escritório administrativo.

Após o incêndio, a fiscalização da Secretaria Municipal do Meio Ambiente e da Sustentabilidade (Smams) esteve no local e vai notificar o proprietário para apresentação do Laudo de Estabilidade Estrutural do prédio.

As causas do incêndio ainda são desconhecidas. A investigação do caso aguarda os primeiros laudos da perícia para saber como as chamas começaram.

O prédio tinha cômodos de 8m² com equipamentos eletrônicos ligados, como geladeira, fogão e televisão. Conforme os bombeiros, esse espaço pequeno, com muitos aparelhos, pode ter sido o gerador ou, pelo menos, ter contribuído para o incêndio.

As vítimas ainda não foram identificadas. Segundo o Corpo de Bombeiros, eram dois homens e uma mulher. A quarta pessoa seria, de acordo com populares, um homem que vivia no local, mas a informação ainda não é confirmada oficialmente pela corporação. Os corpos passarão por perícia.


O fogo começou por volta das três horas da manhã e tomou conta do andar superior da pensão. Moradores da região acordaram apavorados com o prédio em chamas.

"A gente pegou e acordou, e fogo já estava em labareda, já estava em cima de nós. Todo mundo desceu apavorado e a gente achou que estava pegando fogo em tudo", conta o fiscal de loja Paulo Ricardo Bibiano, que mora em um prédio ao lado da pensão.

Um susto também para o dono de um estacionamento que fica a poucos metros do local. "Tiramos todos os carros que eu tinha a chave aqui no momento, tiramos todos pra rua, mas, graças a Deus, deu tudo certo, graças à eficiência dos bombeiros", diz, aliviado, o empresário Luiz Carlos Bueno.

"Se os bombeiros não fossem ágeis e não tivessem resfriado o prédio, tinha pegado, o fogo tinha passado e tinha pegado. Não só no meu estacionamento, como no prédio da igreja, que é um prédio ao lado, antigo, muita madeira", acrescenta ele.

Os bombeiros precisaram mesmo agir rápido. É que no térreo havia materiais recicláveis que poderiam aumentar as chamas rapidamente. Cerca de 20 bombeiros em quatro caminhões trabalharam no local. As chamas foram controladas por volta das quatro horas da manhã.

Foi quando os bombeiros conseguiram ter acesso à parte superior do prédio e percorrer toda ela. Lá dentro, encontraram os quatro corpos, três deles em uma única peça.

"Um deles era, sim, em um cômodo que parecia aparentemente ser um quarto, e os outros três óbitos em outra peça que fica isolada desse pavimento, que não teria acesso pra onde, a princípio, o início da chama pode ter ocorrido", observa o tenente Siqueira, do Corpo de Bombeiros.

G1 RS



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