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09/06/2018 08:31:02

Seguradoras de veículos são alvo de CPI na Assembleia do Rio Grande do Sul

Seguradoras de veículos são alvo de CPI na Assembleia do Rio Grande do Sul

Uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul investiga indícios de que companhias seguradoras enganam proprietários de veículos com trocas de peças danificadas por outras que seriam de baixa qualidade. Outros componentes que fazem parte dos chamados itens de segurança, e que deveriam ser substituídos, seriam apenas reparados.

Proprietário de uma oficina mecânica de Caxias do Sul, na Serra, o empresário Márcio Palandi denunciou na CPI a ação dos avaliadores que prestam serviços para as companhias e analisam os veículos que vão para conserto. "As seguradoras estão retaliando as oficinas por não aceitarem as condições dela. Não aceitamos colocar peças não genuínas. Às vezes eles querem que recuperemos peças antes de serem trocadas, eles querem às vezes recuperar rodas, que é uma coisa que não se faz", afirma.

A CPI reúne fotos de peças que deveriam ser substituídas, mas o orçamento aprovado pelas seguradoras determinou que elas fossem apenas reparadas. Uma delas mostra um carro que teve um abalo na longarina, um componente que ajuda a abrir o airbag. O documento mostra que a peça foi consertada por R$ 600.

Palandi avisa que se a longarina danificada não for trocada, os ocupantes dos bancos dianteiros correm risco. "Se ela for uma peça consertada, não faz o papel dela, que é encolher pra abrir o airbag e proteger os passageiros do veículo", afirma.

De acordo com peritos que auxiliam a CPI, uma peça chamada chicote, principal componente da parte elétrica do carro, não poderia ser consertada. No entanto, o orçamento em poder da comissão atesta que foi feito um reparo que custou R$ 400. A peça nova sairia por mais de R$ 2,8 mil.

Proprietário de outra oficina, Celso Bartmann Oliveira afirma que os orçamentos entregues para os donos dos veículos são maquiados. "Eles pedem pra soldar uma roda. Ao invés de botar 'solda de roda' no orçamento, vai vir como 'embelezamento de roda'. Então, só que a fundo, a roda vai ser soldada, e não embelezada. 'Embelezada' seria dar pintura para arranhãozinho leve", explica.

Rodas não devem ser soldadas, segundo o administrador. "Ela tem que ser trocada, substituída", afirma.

No caso da longarina, o reparo não foi maquiado no orçamento, mas ainda assim os donos de carro não sabem o risco que correm se o equipamento não for trocado. "Vem ali 'recuperação', mas o proprietário não entende de carro. Se ele pegar que foi recuperada uma longarina, ele não sabe o que pode acontecer", diz.

Por discordar dessa prática, o empresário procurou a CPI. O presidente da comissão, deputado estadual Enio Bacci (PDT), exalta a necessidade da troca de peças. "O consumidor, ao pagar o seguro, tem direito, em caso de acidente, a uma reposição de peças genuínas e jamais recuperação dessas peças", afirma.

Já o presidente do Sindicato das Seguradoras do Rio Grande do Sul (Sindsergs), Guacir de Llano Bueno, contesta as acusações. "Isso não procede. Agora quanto à tentativa de reparar peças em veículos que não sejam itens de segurança, não é pressão das seguradoras, é orientação das seguradoras para que as oficinas tentem fazer, sempre na proteção dos nossos consumidores para que não se gaste mais do que necessário a ser gasto", argumenta.

A CPI também diz já ter provas de que muitas vezes as peças substituídas não são as genuínas, aquelas que têm a marca da montadora por terem sido testadas e aprovadas pelas empresas. Bueno defendeu as empresas e disse que a pratica não é irregular.

"Essa não existência de logo transforma de genuína para original, e o preço fica muito mais baixo, sai muito mais barato, tem a mesma segurança, e ela é admitida pelo Código de Defesa do Consumidor", aponta.

A CPI também ouviu, de forma sigilosa, 30 profissionais que atuam na área, e eles confirmaram a maior parte das denúncias. A comissão convocou 10 representantes de seguradoras no estado, mas o Sindsergs recorreu à Justiça para ter acesso aos depoimentos sigilosos, o que foi negado.

No entanto, após nova tentativa da entidade, o desembargador Armínio José Abreu Lima da Rosa acolheu o pedido e determinou a suspensão dos depoimentos até que a CPI revele o conteúdo das denúncias sigilosas.

"Queremos ter acesso ao conteúdo da CPI. Queremos saber o que a CPI investiga afinal de contas", justifica o advogado Paulo Roberto Moreira de Oliveira. "O que se tem hoje até agora são afirmações de pessoas interessadas em contratar com as seguradoras para terem serviço."

O deputado Tiago Simon (MDB) produz o relatório da CPI que será encaminhado ao Ministério Público. "Mais graves são esses reparos em itens de segurança e a substituição de peças que causam risco de vida ao consumidor. Quem impõe as condições? As seguradoras. Então elas são responsáveis? É o que tudo indica", afirma.

G1



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